Blimunda # 50, julho de 2016

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«O viajante viajou no seu país. Isto significa que viajou por dentro de si mesmo, pela cultura que o formou e está formando», aponta José Saramago em Viagem a Portugal. Nesse livro publicado em 1981, o escritor se coloca na pele de um viajante que percorreu o seu país a fim de descobri-lo e descobrir-se. Para isso, permite perder-se, demorar-se, conhecer pessoas e histórias, e andar por lugares cujos guias turísticos não conhecem.

A revista deste mês, através das palavras de Pilar del Río, revisita este título de José Saramago. «O olhar delata o viajante nas suas opções, nas suas emoções e nos seus desgostos. O viajante não necessita de se explicar para estar explicado, e é por isso que este livro, que é uma viagem a Portugal, é também uma viagem a Saramago. Ainda que o autor não fale de si, ainda que não apareça nenhum dado pessoal, Viagem a Portugal é o retrato possível do homem que escreve e do país escrito», escreve a presidenta da Fundação José Saramago.

Neste número a Blimunda fez um passeio pelo universo das feiras de edição independentes e alternativas, como tradicional Feira Morta de Lisboa, e também percorreu o mundo dos livros Pop-Ups a partir de uma exposição patente na Biblioteca Nacional de Portugal. A revista foi até Proença–a-Nova para conhecer a biblioteca itinerante, um projeto que completa dez anos de existência. E visitou o traço de Eduardo Fonseca, jovem pintor brasileiro que neste mês de julho expõe o seu trabalho no Centro Cultural de Belém.

Ainda há espaço para conhecer os livros de António Mega Ferreira e para o texto ficcional da escritora Andréa Zamorano. «A felicidade, fique o leitor sabendo, tem muitos rostos. Viajar é, provavelmente, um deles», escreve José Saramago no final da Viagem a Portugal. Viajemos, pois, por esta Blimunda. Boas férias e bom verão, até Agosto!

Blimunda # 49, junho de 2016

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Há quatro anos, numa tentativa de preencher um pouco o enorme vazio deixado pela ausência de José Saramago, nasceu a revista Blimunda. Desde aquele 18 de junho de 2012, oferecemos mensalmente aos nossos leitores uma publicação que tem os livros como protagonistas, mas que também dá destaque a muitos outros assuntos que envolvem a cultura, não só em Portugal mas também em muitos outros países.

Nos 49 números já editados, a revista viajou para lugares como Bogotá, Macau, Xalapa, Barcelona, Madrid, Segóvia, Lanzarote, Ponta Delgada e Cidade do México. Abordou assuntos tão diversos como música, futebol, dança, fotografia, artes plásticas, exposições, viagens, cinema. Nas suas páginas dedicou-se espaço a grandes nomes da literatura universal como Carlos Fuentes, Gabriel García Márquez, Julio Cortázar, Jorge Amado, Clarice Lispector, Günter Grass, Herberto Helder, Eduardo Galeano, Miguel de Cervantes, Fernando Pessoa, Alberto Manguel, Mempo Giardinelli, Sophia de Mello Breyner e Agustina Bessa Luís. As novas gerações tiveram lugar de destaque ao longo destes quatro anos. Entre muitas e muitos outros, tivemos connosco Bruno Vieira Amaral, Matilde Campilho, Juan Gabriel Vásquez, Andrea del Fuego, Ricardo Araújo Pereira, Valter Hugo Mãe, Afonso Cruz, Julián Fuks, Ondjaki e Sérgio Rodrigues. A Blimunda foi também espaço para conversas com fotógrafos, editores, realizadores, ilustradores, críticos literários, investigadores e personalidades das mais variadas áreas numa perspetiva de construção de um mosaico da cultura do passado e do presente.

Desde o número 1 a revista reserva uma secção especial, a Saramaguiana, ao escritor que, entre tantas outras personagens, criou a protagonista de Memorial do Convento. Blimunda, a valente e encantadora mulher que colecionava vontades e via o interior das pessoas, tornou-se também revista.

Nesta edição comemorativa, que chega no dia em que passam seis anos sobre a morte de José Saramago, publica-se uma entrevista, inédita em português, que Pilar del Río, companheira e tradutora de José Saramago, fez ao escritor no ano 2000, e também o artigo José Saramago, editor de Raul Brandão?, de Vasco Rosa. Do Brasil a revista traz ilustrações de Sama e outros artistas que se posicionam contra a destituição da presidenta Dilma Rousseff e contrários ao governo de Michel Temer. A também brasileira Marina Colasanti conversa com a Blimunda sobre a sua longa e destacada trajectória pelo universo do livro infantil. A Blimunda visitou ainda a biblioteca de Laborinho Lúcio e o escritório da editora D. Quixote. A escritora Andréa Zamorano publica um conto breve na secção A Casa de Andréa.

Quatro anos depois, a revista Blimunda continua viva e com projectos para o futuro. Aos que a fazem todos os meses (Andreia Brites, Ricardo Viel, Sara Figueiredo Costa, Jorge Silva, Silvadesigners) e a todos os que connosco têm colaborado, os nossos parabéns e o nosso obrigado!

Blimunda # 48, maio de 2016

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Uma das características da época atual é a efemeridade. Como afirma o sociólogo polaco Zigmunt Bauman, “vivemos tempos líquidos”. Por isso, a sobrevivência, por décadas, de projetos culturais é motivo de celebração. Nesta edição de maio, a Blimunda conversou com Tiago Gomes, editor da Bíblia, publicação criada em 1996 e que nestas duas décadas de vida venceu desconfianças, crises e as dificuldades naturais que uma pequena publicação enfrenta. Igualmente louvável é a existência, já há 50 anos, do programa de rádio Cinco Minutos de Jazz. Além de conversar com José Duarte, autor e voz do programa desde a sua primeira emissão, a Blimunda escutou alguns importantes nomes deste género musical sobre a importância do histórico programa.

Blimunda deste mês visitou também a Biblioteca e Arquivo Regional de Ponta Delgada e de lá trouxe histórias e imagens que fazem viajar no tempo e ajudam a contar a história daquela ilha portuguesa.

Há ainda muitos outros destaques. Andréa Zamorano ocupa a sua secção mensal com um conto ambientado no Rio de Janeiro. Miguel Horta mostra os seus Livros do Desassossego. A editora Oficina dos Livros abre as suas portas para uma visita guiada. Na secção Saramaguiana recuperamos um texto de Mário Castrim, escrito em 1974, sobre José Saramago, que já à época e nas palavras de Castrim «não necessita de apresentação».

Boas leituras, e até Junho!

Blimunda # 47, abril de 2016

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A Blimunda que se publica neste 25 de Abril, no aniversário de 42 anos da Revolução de Abril, tem um tema central que atravessa praticamente toda a revista, a Liberdade. Ela está, por exemplo, na entrevista a Gene Sharp, autor do livro From Dictatorship to Democracy – obra cuja leitura acabou por levar à prisão a 17 ativistas angolanos; é também cenário do romance A Resistência, de autoria do brasileiro Julián Fuks, que conversou com a Blimunda a propósito desse livro. Esta edição da revista estreia um novo espaço que será ocupado por Andréa Zamorano, escritora brasileira radicada em Portugal, autora do romance A Casa das Rosas. O texto de estreia, intitulado O Esqueleto, tem a opressão de uma ditadura como pano de fundo.

Para assinalar os 400 anos da morte de Miguel de Cervantes, autor que fez da liberdade um dos alimentos para a sua criação, a revista Blimunda recupera um texto de José Saramago sobre a «Outra razão de Alonso Quijano» e um artigo do escritor e cineasta espanhol Javier Rioyo sobre a passagem de Cervantes por Portugal

A convidada do mês para a sessão de fotos dos «Livros do Desassossego» é a artista Mariana Dias Coutinho, que durante os Dias do Desassossego’15 pintou um mural em homenagem a Fernando Pessoa e José Saramago na Rua do Alecrim, em Lisboa.

Na secção infantil e juvenil o destaque vai para os 60 anos do Prémio Hans Christian Andersen, considerado o Prémio Nobel da Literatura infantojuvenil.

Como conteúdo especial, a revista publica um texto inédito de José Rodrigues Miguéis sobre Raul Brandão.

Boas leituras!

Blimunda # 46, março de 2016

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«Todos faremos jornais um dia»
A Noite 

A Blimunda de março abre com um editorial dedicado à realidade do jornalismo num momento de grande exigência para as sociedades democráticas na Europa e no Mundo.

Nas restantes páginas da revista, uma conversa com Ivo M. Ferreira, realizador do filme Cartas da Guerra, sobre os desafios de retratar a realidade da guerra colonial portuguesa.

Prosseguindo a publicação de galerias fotográficas com os participantes da edição de 2015 dos Dias do Desassossego, os atores Carla Bolito e Marcelo Urgeghe, que com Miguel Loureiro e Paulo Pinto realizaram as leituras de «Alma Inquieta», são os convidados desta edição de março, trazendo consigo os livros que os desassossegam.

Na secção infantil e juvenil, uma entrevista com a ilustradora Elena Odriozola, vencedora do Prémio Nacional de Ilustração de Espanha em 2015, que no passado mês de fevereiro orientou com Alejandro García Schnetzer um atelier de ilustração e edição na Fundação José Saramago, e uma nova rubrica de nome «Visita Guiada», que durante os próximos meses levará os leitores da Blimunda a conhecer os espaços físicos de diferentes editoras infantis e juvenis portuguesas. A abrir, a Pato Lógico, que este ano está nomeada para o Prémio BOP, de melhor editora europeia na Feira do Livro Infantil de Bolonha.

Por fim, na secção Saramaguiana publica-se um artigo de Miguel Koleff sobre a peça de teatro A Noite, de José Saramago, e o texto da peça de teatro Levantei-me do chão, de Carlos Marques e do coletivo Algures, que depois de percorrer os espaços do romance Lavantado do Chão no concelho de Montemor-o-Novo chegará no final do mês a Lisboa, primeiro ao Auditório da FJS e depois ao Teatro Meridional.

Como sempre, as restantes secções da revista trazem-nos um olhar sobre a atualidade da cultura pelo mundo.

Boas leituras, até abril!

Blimunda # 45, fevereiro de 2016

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A Blimunda de Fevereiro estreia uma nova secção, “Os livros do Desassossego”. A começar, o músico Mário Laginha mostra quais alguns dos livros que o acompanharam no concerto que integrou o programa dos Dias do Desassossego do passado mês de novembro.

O Museu Nacional de Arte Antiga lançou recentemente uma campanha, pioneira em Portugal, de financiamento coletivo para a aquisição do quadro «Adoração dos Magos», de Domingos Sequeira. A Blimunda entrevistou António Filipe Pimentel, diretor do MNAA, sobre esta iniciativa e sobre os desafios de dar mais visibilidade a um dos mais importantes museus portugueses.

Fora dos grandes grupos editoriais e longe das cadeias livreiras
dominantes há um rico universo na área da banda desenhada. Dezenas de autores asseguram os seus projetos de edição, tirando partido da democratização dos meios de produção gráfica. A Blimunda conversou com O Clube do Inferno, uma das mais conceituadas editoras underground de Portugal.

A VII edição da Ilustrarte, Bienal Internacional de Ilustração para a
Infância, teve como tema involuntário as casas, com todo o poder simbólico que elas representam. Neste número da revista visitamos as várias moradas construídas por ilustradoras e ilustradores.

Neste mês de fevereiro chega às livrarias o ensaio Aprende, Aprende o meu Corpo. Sobre o Amor na Obra de Saramago, de autoria de Óscar Aranda. Esta edição da revista publica o prefácio da obra, um texto de Helder Macedo sobre o Feminino na obra do autor de Ensaio sobre a Cegueira.

Boas leituras e até Março.

Blimunda # 44, janeiro de 2016

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Como alteram as novas tecnologias o acesso aos bens culturais e informativos? Esta pergunta preside a grande parte do conteúdo da edição # 44 da Blimunda.

O jornalismo atual passa por uma transformação, relacionada com a crise económica, mas também com o fim de um modelo que o obriga a reinventar-se. A revista deste mês debruça-se sobre esta questão e ouve alguns jornalistas no Brasil, em Espanha e em Portugal a fim de conhecer novos projetos e tentar apontar pistas para o futuro dos jornalistas e do jornalismo.

A integração das novas tecnologias, em especial dos media sociais, na educação formal ainda é um desafio para os educadores. A possibilidade de utilização de algumas novas ferramentas para promover a leitura é o assunto da secção Infantil e Juvenil da revista.

Em Lisboa, a Blimunda visitou a mostra dedicada a Ruy Duarte de Carvalho, escritor, cineasta e antropólogo nascido em Angola em 1941 (e falecido em 2010), e conversou com Marta Lança, investigadora em Estudos Artísticos e uma das responsáveis pela curadoria da exposição patente na Galeria Quadrum, em Lisboa.

Na secção dedicada ao cinema, o tema é o Rock, ou mais especificamente o “rockcumentário”, género que nos últimos anos tem ganho espaço no grande ecrã.

Na Saramaguiana, duas pesquisadoras da Universidade de Évora, Aline Ferreira e Helena Ferreira, propõem uma leitura de O Anjo, quadro de Paula Rego, como Blimunda, personagem de José Saramago do romance Memorial do Convento.

Como habitualmente, os restantes conteúdos da Blimunda têm como destino as secções permanentes da revista: Estante, Leitura do Mês, Rodapé e Dicionário.

A começar 2016, o desejo de sempre, boas leituras!