Estante Sara Figueiredo Costa 14 Abril 2026

O Terceiro Reino
Karl Ove Knausgård
Relógio D’Água
Tradução de João Reis

O terceiro volume da nova saga de Karl Ove Knausgård retoma o universo narrativo de A Estrela da Manhã e Os Lobos da Floresta da Eternidade, convocando novas personagens que dão seguimento ao confronto com esse estranho astro que brilha no céu, debatendo-se com o seu significado a partir de um labirinto de símbolos, pressentimentos e leituras onde o que vemos e o que guardamos na mente estão em permanente duelo. Um excerto:

«A psicose surge quando a mania se esgota, quando só resta o confronto com a realidade (e não há nada que a mania tema mais do que a realidade). A psicose é, portanto, uma possibilidade. A psicose é como uma das três portas dos contos de fadas: a porta que não se deve abrir de maneira nenhuma. Não se pode abri-la, ponto final. Todos o sabem. E, no entanto, acaba sempre por ser aberta. Quando tens, de um lado, o nada, e do outro alguma coisa, seja ela o que for, experimentas primeiro a coisa.

Os contos populares.

Os ogres, as três portas, a floresta. A floresta onde os animais conseguem falar e os homens se tornam animais. A floresta pejada de bruxas, camponeses, reis, cavernas e salões subterrâneos, cepos de árvores, princesas que ninguém consegue enfeitiçar, madrastas e mulheres pobres, pastagens de montanha e cumes azulados e rochosos.»

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