
Abrir a universidade ao mundo
Uma revista para conhecer o tanto que se faz na Universidade de Lisboa para além das aulas e das actividades lectivas.
Já circula pela internet a mais recente edição da Ulisboa, revista publicada pela Universidade de Lisboa. No número 34, que pode ser descarregado e lido gratuitamente em qualquer ecrã, o destaque vai para a taxidermia e para o imprescindível trabalho de Pedro Andrade e da sua equipa no Museu Nacional de História Natural e da Ciência: « “A palavra divide-se em taxi e dermia: taxi significa ‘movimento’ e dermia ‘pele’.



Se juntarmos as duas temos ‘dar movimento à pele.” Esclarece também que a este processo não se chama em- balsamamento, isso sempre foi incorreto. Embalsamar compreendia o uso de bálsamos para a preservação dos tecidos, evitando assim que o animal apodrecesse. Era o processo usado nas múmias. Também já não é empalhamento, que implicava o uso de palha para preencher o corpo do animal. Pedro prefere chamar naturalização ao que fazem no laboratório porque as peças são preparadas de modo a que o animal mantenha as medidas reais e fique com aspeto natural, numa posição que adotaria na natureza.»
Também o escritor Gonçalo M. Tavares surge em destaque nestas páginas, a propósito do ciclo de conversas «Pensar a dois tempos», que tem organizado desde 2024 nesta universidade, mas também a propósito da sua escrita, das deambulações que pratica regularmente por Lisboa e sobre leituras e modos de ver o mundo.
Nas páginas da ULIsboa há vários outros artigos, entrevistas e notícias para ler, das conversas com João Figueiredo, da Faculdade de Letras, sobre a exposição Meu Matalote e Amigo Luís de Camões, da qual foi curador, e com João Brandão, designer e professor da Faculdade de Arquitectura, aos novos desafios criados pela Inteligência artificial, passando por leituras, crónicas e várias sugestões culturais.