O que vem à rede Sara Figueiredo Costa 25 Fevereiro 2026

A herança colectiva de Godelieve Meesschaert
Godelieve Meersschaert morreu no passado dia 18 de Fevereiro, na sua Bélgica natal, e os ecos da sua partida espalharam-se por diferentes lugares e comunidades, com destaque para a Cova da Moura, na Amadora, onde a activista viveu desde 1982.

A redacção do site Autores.club, dedicado à produção escrita de Angola, Brasil, Cabo Verde, Espanha, Portugal, São Tomé e Príncipe e de toda a diáspora, presta homenagem a Lieve, como era conhecida, traçando-lhe a biografia e confirmando que o seu legado, imenso e com múltiplas extensões, está nos quotidianos que ajudou a definir, nos movimentos em que participou, nas discussões e projectos que pôs em marcha, sempre defendendo os direitos humanos: «A partir de 1982 fixou-se na Cova da Moura, onde viria a ser uma das fundadoras da Associação Cultural Moinho da Juventude, criada em 1987, estrutura que se tornou referência no trabalho comunitário, na promoção da educação, da cultura e na defesa dos direitos das populações migrantes.»

Vale a pena percorrer os arquivos da internet e recuperar vários artigos, entrevistas e reportagens sobre o trabalho de Lieve, que era sempre discutido e colectivo, para conhecer melhor a sua vida, mas, sobretudo, para não esquecer o tanto que nos deixou e a responsabilidade que advém dessa herança. A entrevista que o Diário de Notícias lhe fez em 2019 pode ser um bom ponto de partida, pelo que aqui a deixamos em link.

→ dn.pt

→ portal.autores.club