Epígrafe
José Saramago

Quem lê, lê para quê? Para encontrar, ou para encontrar-se? Quando o leitor assoma à entrada de um livro, é para conhecê-lo, ou para se reconhecer a si mesmo nele? Quer o leitor que a leitura seja uma viagem de descobridor pelo mundo do poeta (designo agora por poesia, se me permite, todo o trabalho literário), ou, sem o querer confessar, suspeita que essa viagem não será mais do que um simples pisar novo das suas próprias e conhecidas veredas?

Último Caderno de Lanzarote