
Que história tão maluca, Mini Moni!
Rocio Bonilla
Jacarandá
Tradução de Editorial Presença
Rocio Bonilla recupera a sua personagem mais conhecida, Mini Moni, para refletir sobre a validade e os estereótipos associados a narrativas tradicionais. Mini Moni e os amigos, apresentados nas guardas da capa e contracapa, vão encenar a lenda de S. Jorge e o dragão. Quando lêem a história, questionam-se sobre a violência da luta e a ausência de autonomia da princesa. Na biblioteca, a bibliotecária esclarece os amigos sobre a relevância das lendas e das histórias tradicionais, contextualizando-as num tempo próprio. No final, o grupo representa a versão original, com uma marca subversiva que funciona como volte-face narrativo e mensagem principal. Sendo um tema importante, é interessante vê-lo abordado num álbum ilustrado sem que se procurem rupturas e sim um enquadramento histórico e literário. A estrutura apresenta grande linearidade, apesar de integrar alguns vazios e saltos que obrigam o leitor a produzir inferências relativamente aos juízos e ação final dos amigos. A ilustração cumpre um papel de complementaridade que clarifica e acrescenta elementos ao texto. É, aliás, a ilustração do momento cénico que revela a pequena subversão criada. Mini Moni continua a promover a reflexão, através do diálogo e das experiências que vivencia, num ambiente de curiosidade infantil.