Blimunda # 43, dezembro de 2015

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O fim de ano aproxima-se e a Blimunda despede-se de 2015 com um número que congrega assuntos tão distintos como vinho, futebol e teatro, além da literatura.

O frio convida a uma mesa farta e um bom vinho, e foi também por isso que a Blimunda esteve na primeira edição do festival Tinto no Branco, em Viseu. De lá, Sara Figueiredo Costa traz as suas impressões sobre um encontro que pretende colocar no mapa da literatura uma região que até agora é conhecida sobretudo pela sua produção vinícola.

Em 2014, o brasileiro Sérgio Rodrigues venceu o Prémio Portugal Telecom de 2014 com O Drible, um romance que tem como pano de fundo uma jogada executada por Pelé na Copa do Mundo de 1970. De passagem por Portugal para promover o livro, o escritor conversou com Ricardo Viel sobre essa parceria de sucesso entre a bola e as palavras.

E com o fim do ano já à porta, Andreia Brites lê os mais recentes livros de 12 editoras portuguesas na área do infantil e juvenil, que movimenta grande percentagem do mercado livreiro.

Escrito nos início dos anos 50, o romance Claraboia esteve durante décadas esquecido, até regressar às mãos do autor. Em 2011, depois da morte de José Saramago, o livro foi finalmente publicado. E agora, graças ao trabalho do grupo A Barraca, a história de seis famílias que vivem num prédio sob a sombra do salazarismo ganha nova vida. A secção Saramaguiana publica um ensaio fotográfico da adaptação teatral, acompanhado de excertos do romance de José Saramago.

São estes os principais destaques da Blimunda do mês de dezembro, que leva, nas suas páginas, também os nosso votos de boas entradas.

Que 2016 nos propicie muitos encontros mais. Até janeiro!

Blimunda # 42, novembro de 2015

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Foi em Novembro de 1995, há 20 anos, que foi publicado o Ensaio sobre a Cegueira, romance que José Saramago definiu como “um livro indignado” e que inaugurou uma nova fase na sua criação literária. A Blimunda deste mês dedica várias páginas a esse livro cruel e duro, “francamente terrível”, nas palavras do seu autor, mas portador também de beleza e alguma tímida esperança. As fotos que ilustram a secção Saramaguiana, dedicada ao Ensaio, são de Alexandre Ermel e foram captadas durante a rodagem do filme Blindness, de Fernando Meirelles.

Com As Primeiras Coisas, Bruno Vieira Amaral recebeu vários prémios, entre eles o José Saramago/Fundação Círculo de Leitores – atribuído em outubro passado. Alguns dias depois do anúncio da distinção, a Blimunda apanhou o barco até ao Barreiro para uma conversa com o escritor sobre a Vila Amélia (bairro ficcional criado pelo escritor), o ofício de escrever e as expectativas e projetos para o futuro.

Na secção de Cinema o assunto é a Ficção Científica (FC) e o seu potencial para antecipar ou prever o futuro. João Monteiro analisa o género, desde as primeiras produções até ao momento atual.

Aos 73 anos, muitos deles dedicados aos livros, a colombiana Sílvia Castrillón visitou Portugal pela primeira vez. Veio para participar no Folio (Festival Literário de Óbidos) e aproveitou para passar uns dias em Lisboa, cidade que “conhecia” através do livros de António Tabucchi. Nesta passagem pela capital portuguesa, a escritora, editora e bibliotecária foi entrevistada por Andreia Brites.

Boas leituras e até Dezembro!

Blimunda # 41, outubro de 2015

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Com quantos livros se faz um livro? Poderia ser essa a pergunta sobre a obra de Alberto Manguel, escritor argentino que fez da leitura e da reflexão sobre os livros a sua marca. Neste mês de Outubro o autor de Uma História da Curiosidade esteve em Lisboa e conversou com a Blimunda sobre os caminhos labirínticos da literatura.

Se os livros nos ajudam a perder e encontrar, as cartas podem ajudar a contar a história de um país. É o que o projeto Correio IMS, do Instituto Moreira Salles, pretende provar. Com mais de uma centena de documentos escritos por personalidades da cultura e da política brasileira, a plataforma oferece qualidade literária e também um panorama histórico. A Blimunda mergulhou nesse material e traz aos leitores uma breve mostra do que é oferecido pelo Instituto Moreira Salles.

Alguns dias depois da morte de Vitor Silva Tavares, a Blimunda republica uma entrevista com o fundador da &Etc, publicada no primeiro número do jornal da Oficina do Cego, a quem agradecemos a disponibilidade.

Há 150 anos Lewis Carroll escreveu As Aventuras de Alice no País das Maravilhas, livro infinito e constantemente reinterpretado. A secção Infantil e Juvenil da Blimunda debruça-se sobre esta obra. Além de acompanhar um congresso realizado na Biblioteca Nacional a publicação revisita a exposição «Um chá para Alice» realizada em Oxford em 2012 e mais tarde em Lisboa.

A Saramaguiana dá espaço a um discurso proferido por José Saramago em 1986 na cerimónia de entrega do Prémio Dom Dinis. “Um país pode ser pobre, e é isso que somos, mas não terá de ser fatalmente mesquinho, e é isso que temos sido”, disse o escritor há quase 30 anos. Podia ter sido dito ontem.

Aqui está a Blimunda número 41. Boas leituras.

Blimunda # 40, setembro de 2015

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Assuntos atuais e que nos tocam a todos, a questão dos refugiados e do voto merecem destaque neste número 40 da Blimunda. Como tratam os livros de receção infantil e juvenil questões como as da guerra, das fugas e dos recomeços? A Blimunda de setembro debruça-se sobre esta questão e recolhe obras literárias que tratam estes temas, dirigidas aos leitores mais jovens.

E se toda uma cidade votasse em branco? A secção Saramaguiana traz excertos do romance Ensaio sobre a Lucidez, de José Saramago, que nos ajuda a pensar no poder que tem o voto, se de facto nos sentimos representados e como se sustenta a democracia.

O Museu Bordalo Pinheiro, o mais antigo museu português dedicado a um artista, é outro dos assuntos da revista deste mês. A Blimunda visitou o espaço e conta por que vale a pena conhecê-lo.

O que tem a luz de Lisboa que tanto fascina? Na tentativa de responder a esta questão a Blimunda visitou a exposição «A Luz de Lisboa», patente no Torreão Poente da Praça do Comércio, e voltou de lá com a certeza de que a luz que lhe dá o mote nunca falta.

Na secção Cinema, a revista publica a segunda parte de um ensaio dedicado ao filmes exploitation feitos em Portugal.

Tudo isto e muito mais pode ser lido na edição de setembro da nossa e vossa Blimunda.

Boas leituras!

Blimunda # 39, agosto de 2015

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É verão neste lado do mundo e a Blimunda de agosto coloca a mochila nas costas.

A primeira paragem da revista # 39 é em Lanzarote, ilha que transformou a escrita de José Saramago. Além de excertos dos Cadernos de Lanzarote e de um ensaio fotográfico da ilha, a Blimunda traz um texto de Pilar del Río sobre a relação de José Saramago com a terra das Canárias, e ainda uma reportagem publicada originalmente em 1997 na primeira edição da revista Bravo!, importante publicação cultural brasileira que foi extinta em 2013.

Na secção Saramaguiana, o catedrático Carlos Reis conta como foi o encontro que teve com o autor de A Jangada de Pedra em Lanzarote para as entrevistas que resultaram no livro Diálogos com José Saramago.

Da ilha para o continente, a Blimunda fez escala em Madrid para uma visita à Casa del Lector na tentativa de descobrir o segredo do sucesso desse espaço dedicado à literatura. Senhora de uma programação rica e variada, a «biblioteca das bibliotecas» recebe cerca de 17 mil visitantes por mês e tem como público todo e qualquer tipo de leitor.

Antes de regressar a Lisboa, a Blimunda passou por Tondela para acompanhar mais uma edição do Tom de Festa, festival musical que a ACERT-Associação Cultural e Recreativa de Tondela organiza há 25 anos.

Boas leituras e bom verão. Até setembro!

Blimunda # 38, julho de 2015

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A edição de julho da Blimunda dá destaque ao congresso sobre direitos/deveres humanos realizado na Cidade do México. Além de uma crónica sobre o encontro – que partiu de uma ideia de José Saramago – e dos discursos de Pilar del Río e do reitor da Universidade Autónoma do México (co-organizadora do congresso), a Blimunda publica um texto de Anabela Mota Ribeiro. A jornalista portuguesa andou pela capital do país, percorreu ruas e praças, recuperou histórias e encontrou Saramago em cada canto, concluindo que “José é mexicano”.

A banda desenhada também merece espaço neste número 38 da publicação. O brasileiro Marcelo D’Salete conversou com Sara Figueiredo Costa sobre o seu processo de criação e as principais características do seu trabalho.

Na secção dedicada ao cinema, o conceito de exploitation aplicado à produção cinematográfica portuguesa é analisado na primeira parte de um texto de autoria de João Monteiro.

Nesta edição de julho, a Blimunda publica a entrevista realizada por Andreia Brites à canadiana Sandra Lee Beckett. Criadora do termo crossover, a escritora falou sobre a ruptura das etiquetas literárias e de como um livro pode ser uma ponte que liga adultos e crianças.

Boas leituras. Até agosto.
E Gracias, México!

Blimunda # 37, junho de 2015

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José Saramago tinha uma definição muito simples da morte, para ele morrer era não estar. Neste mês de junho completam-se cinco anos desde que lhe dissemos adeus. Mas continuamos a senti-lo tão próximo que, para nós, José Saramago ainda está. É a essa presença que este número da Blimunda dedica grande parte das suas páginas; não só para recordar José Saramago e falar da falta que nos faz, mas também com o intuito de contar como a sua obra continua a ser lida e reinterpretada. Entre os destaques do dossier estão as notas preparatórias para o Ensaio sobre a Lucidez, nunca antes publicadas, os textos do professor Carlos Reis e do jornalista Fernando Berlín, além de depoimentos de vários dos tradutores que trabalharam sobre os textos de José Saramago.

Para além destas páginas, a Blimunda de junho traz, para além das suas secções habituais, uma reportagem sobre o Festival Literário da Gardunha e um relato sobre um projeto que coloca crianças a fazer os seus próprios livros infantis.

Passados cinco anos da morte de José Saramago entregamos aos leitores, neste número do seu terceiro aniversário, uma Blimunda feita de saudade mas também de alegria. José Saramago está, e estando o nosso trabalho continua a fazer sentido.