Eu leio Saramago (e muitos mais)
Desde que, no final de julho, a Fundação José Saramago lançou a campanha «Eu leio Saramago», centenas de leitoras e leitores gravaram vídeos a ler excertos da obra do autor de Memorial do Convento. Nas nossas redes sociais, pode ver-se parte desse mosaico de pessoas de várias idades e sotaques a emprestarem a sua voz e rosto para fazer da leitura uma experiência coletiva.
A FJS agradece a cada uma das pessoas que participaram na campanha (que ainda está em curso), assim como a quem comentou e partilhou os vídeos publicados. E também as incentiva a que continuem a partilhar as suas leituras, não só de livros de José Saramago, mas de outros autores e autoras de que gostem, e que o façam não só no mundo virtual mas também de forma analógica com amigos, familiares, colegas de escola e trabalho etc.
Numa entrevista publicada na edição 148 desta revista (link https://blimunda.josesaramago.org/a-leitura-em-voz-alta-ressuscita-a-palavra/), José Saramago aconselha os professores a fomentarem a leitura em voz alta entre os alunos: «Não há maneira melhor de ganhar consciência do que se lê, e, portanto, do que se poderá vir a escrever. O que os signos impressos mostram é o desenho da palavra “embalsamada”. Só a leitura em voz alta a “ressuscita” completamente.»
Ressuscitemos, pois, a cada dia, um livro, uma história, um autor/a ou vários. Façamos da leitura um acto de generosidade.