
Médicos do Povo
Memórias do Serviço Médico à Periferia que, em 1975, percorreu o país levando os cuidados médicos a quem não os tinha.
Nas páginas virtuais do Sinal Aberto, um trabalho multimédia de João Figueira (texto), Beatriz Lencastre e Iris de Jesus (arte e imagem) e Pedro Pires (ilustração) recupera a memória e a importância do Serviço Médico à Periferia. Eis o início: «No verão de 1975, é criado o Serviço Médico à Periferia. Um movimento auto-organizado de jovens licenciados define as zonas mais carenciadas do país, algumas onde raramente ou nunca um médico havido estado, e partem para lá. Dão consultas em capelas, casas do povo, juntas de freguesia. O acesso a cuidados de saúde, finalmente, chegava a todos. Mais tarde, alguns acabam até por trocar a grande cidade e os hospitais centrais por pequenas vilas e cidades do interior, e aí se instalaram e realizaram profissionalmente.»



Em «Médicos do Povo», assim se intitula este trabalho jornalístico, ficamos a conhecer o funcionamento deste serviço que nasceu da Revolução dos Cravos, da constatação de que os serviços médicos disponíveis então eram absolutamente precários e insuficientes para responder às necessidades da população e da vontade popular. Entre texto, imagem e som, cruzando testemunhos, documentos e várias fontes, aqui se mostra como seria – como foi – possível criar um serviço médico que não deixasse ninguém para trás. Foi em 1975.