Blimunda # 2, julho 2012

900-364255542-2.pdf

Descarregar – português
Descarregar – espanhol

Ler no Scribd

O segundo número da revista Blimunda coincide com o mês em que terminou mais um Europeu de Futebol. Atenta ao que a rodeia, aBlimunda não poderia deixar de abordar este tema, não de um ponto de vista desportivo mas sim analisando a forma como o futebol, esse fenómeno de massas, afeta a sociedade, condiciona resultados políticos ou é tratado pela literatura. Tudo isto se pôde confirmar este ano nos jogos que opuseram equipas como a Alemanha a outras como Portugal, Espanha ou Grécia, momentos que significaram mais do que simples jogos de futebol, momentos que motivaram inúmeras discussões políticas, económicas e sociais. Ainda no dossier sobre este tema, aBlimunda recupera um texto de Fernando Assis Pacheco e outro do colombiano Jairo Aníbal Niño, aqui em formato de som, numa edição da Boca – palavras que alimentam, mostrando que muitas das nossas mais fortes memórias caminham para a par com a bola, de pano ou de pele, jogada na rua ou no campo de futebol da nossa imaginação. A secção Saramaguiana recupera uma entrevista de José Saramago dada à revistaA Bola Magazine no ano de 1998. Vamos falar de futebol é o título do conjunto de respostas em que José Saramago aborda temas que partem do futebol e do desporto em geral e que passam pelo Iberismo ou pela luta dos mais fracos contra os mais fortes.

O segundo número da revista Blimunda chega aos seus leitores poucos dias depois de se ter assinalado o primeiro mês de abertura ao público da sede da Fundação na Casa dos Bicos.

;

Ao longo destes trinta dias, mais de 10.800 pessoas já visitaram este espaço que, desta forma, vai cumprindo um dos objectivos que presidiu à sua abertura, o de devolver à cidade um espaço que em mais de quatro séculos de vida só agora passa a estar aberto de forma permanente. A Fundação José Saramago, cumprindo o que ficou estabelecido, deu-lhe conteúdo, tornou-a habitada pelo espólio, pelo espírito de Saramago. Passada a avalanche de visitas nos primeiros dias, a Casa pode agora ser visitada de forma mais tranquila, permitindo um contacto mais próximo com a profundidade da exposição José Saramago. A semente e os frutos ou com a coleção de 1.as edições das obras de José Saramago em traduções de todo o mundo. E como a Casa se quer viva e vivida, já a 10 de agosto a Fundação organiza uma homenagem a Jorge Amado, pela passagem do centenário do seu nascimento. Num dia que se quer de festa, estará presente a Baía que foi sua, como presentes estarão também os seus textos, os seus livros e a música que a partir deles se criou. E também uma mostra de fotografias de Zélia Gattai, companheira de vida do grande escrito e que com a sua câmara fotográfica foi registando momentos únicos e inesquecíveis. Fica, portanto, o convite.

Advertisements